Reformador, dezembro 1948, p. 294.

 

 

ENQUANTO É DIA

 

Repara, agora, a própria sementeira

De tudo o que sonhaste e que fizeste.

Recompõe, cauteloso, a própria veste

E trabalha com Cristo a vida inteira.

 

Roga ao Senhor, sem gritos de canseira,

Que mais tempo e mais lágrimas te empreste!

Há muito espinho antes do Lar Celeste

E muita dor na luta derradeira...

 

O sepulcro não passa de oferenda

Da verdade cruel que nos desvenda

O próprio mundo, refalsado ou santo.

 

Para quem segue Além de mão vazia

Converte a morte as dádivas do dia

Em noite secular de angústia e pranto.

 

A. LIMA.

 

(Recebido pelo médium Francisco Cândido Xavier, em 1-11-48.)

 

 

 

 

 

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